Frase do dia:

"Batatinha quando nasce
Jacaré não tem pescoço
Se você diz que me ama
Por que roubou meu patinete?
"

29 de jul. de 2009

SCREAM FOR ME CAICÓ!

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Obrigado por tudo, deus do metal! \,,/

3 de set. de 2008

Espírito indomável - Parte 7 [Final]

::RECONSTRUÇÃO::

Esse era o dia mais feliz da vida de Tomas, ele se sentia vivo como nunca, era como acordar de uma longa hibernação, como reviver! Tomas estava no topo de uma árvore, olhando o horizonte e imaginando seu futuro, tinha uma vila para reconstruir, e pensava sobre o que seu avô falara sobre ele ter que salvar a vila. Resolveu voltar para o acampamento, era hora de esclarecer as coisas com o avô.
Ao chegar no acampamento, mais uma vez a imagem de destruição como a que ocorreu na vila ao voltarem do templo. Não havia mais ninguém presente, e em meio aos poucos destroços, embaixo a algumas tábuas Tomas achou o pergaminho que trouxe do templo, e apesar de seu avô ter dito que o que ele tinha ido buscar não teria sido nada, resolveu lê-lo.

Tomas,
apesar de tudo que lhe disse, você é uma criança especial, não adianta negar este fato. Você sempre foi criado para ser como as outras crianças e eu sempre tentei fazer com que você fosse como elas, mas certamente chegará a hora em que você terá que encarar o seu propósito. Nossa vila faz parte de uma aliança antiga, juntamente com mais 6 vilas, que tem como objetivo impedir e destruir os Drumons, nômades que tem como único objetivo destruir, matar e pilhar toda e qualquer coisa que encontre pela frente. Apesar de os Drumons serem um povo aparentemente bárbaro, eles tem uma formação e estratégia invejáveis a qualquer exército, e devido a seus recentes feitos, perdemos comunicação com as outras 6 vilas, possivelmente também não haja comunicação entre elas também.
Você Tomas, que tem uma inteligência inigualável, raciocínio lógico avançado, e coragem inabalável a qualquer medo, terá que restaurar a aliança passando pelos Drumons. Refeita a comunicação entre as vilas, seremos capazes de sobreviver ao ataque, mas o único que pode ultrapassar a resistência dos Drumons é você. Me desculpe por sempre te reprimir, sempre pensei que por ser diferente você estaria em perigo, mas você é quem você é!
De seu querido pai, Theófulos.

Junto as palavras de seu pai, havia também um mapa com a localização das 7 vilas e das tropas dos Drumons.
Tomas estava chorando, as palavras de seu pai o trouxeram lembranças que havia esquecido a tempos. Mas agora Tomas tinha uma missão, achar as vilas e liderar a retomada do reino.

...

A única maneira de chegar as outras vilas realmente era passando pelos Drumons, o que não seria fácil, eles eram um povo totalmente bárbaro, tanto homens quanto mulheres tinha estaturas altas e fortes, além de pele escura, nenhum disfarce infiltraria Tomas por tempo algum. Tomas resolveu passar pelas montanhas, local onde os Drumons estava menos concentrados, mas também o mais difícil e ingrime caminho. Após 1 dia e meio passando pelas montanhas, já avistara a 1ª vila, mas também um tropa gigantesca de Drumons se aproximando pelo outro lado da vila que parecia ainda não saber de seus recentes ataques e que estavam em fase de conquista de territórios, a vila parecia despreparada para o ataque, Tomas teria que chegar lá antes da tropa e avisar a população antes do pior. A tropa estava a 1 hora e meia da vila, assim como Tomas, mas ele teria que chegar bem antes para conseguir preparar a vila. Nesse momento, ele achou uma tora de madeira que poderia ser usado como prancha pra descer montanha abaixo, e chegar logo à vila, ele já havia descido assim uma vez quando pequeno, certamente deveria conseguir de novo, apesar de a montanha ser muito maior, mais ingrime e disforme que o morro e ser formada por rochas. Tomas conseguiu descer a montanha rápido e chegar à vila em 1 hora, tinha apenas meia hora para alertar a vila e preparar o exército. Ao saber do ataque o atual regente acionou imediatamente as forças de defesa da vila, mas as suas estratégias já aviam sido estudadas pelos Drumons que as estava vencendo com quase nenhuma dificuldade. Era hora de Tomas assumir a frente do posto de estrategista. Os comandos de Tomas deixaram os soldados e os comandantes intrigados, eram estratégias, para eles, completamente malucas, mas que estavam dando certo e conseguiram deter o ataque. Mas mesmo com essa vitória, deter de vez os Drumons ainda demoraria bastante, ainda mais com a grande perda do lado da vila nos primeiros momentos da batalha. Mas a partir de agora, Tomas ficaria responsável pela frente de batalha contra os Drumons e com alguns dias todas as vilas se uniram novamente e Tomas tinha em suas mãos todo o exército disponível. Tomas Residia agora na vila central, mantendo-se informado de tudo e elaborando todos os planos de ataque/defesa. Sua vila estava sendo reconstruída sob a liderança de seu avô e Fred que haviam sobrevivido ao ataque no acampamento.

Para muitos esta seria uma longa e difícil batalha, para Tomas, seria como um grande jogo de xadrez.

19 de jul. de 2008

O supergalo

Um fazendeiro que tinha um galinheiro com 200 galinhas e procurava um bom galo para galar os ovos. Um belo dia, o fazendeiro vai até o povoado, entra na galeria e diz pro galeiro:

-Boa tarde! Procuro um bom galo capaz de cobrir todas as minhas galinhas.

O Galeiro responde:

-Quantas galinhas tem?

-Duzentas! - Diz o fazendeiro.

Então o galeiro puxa a gaiola com um galo enorme, musculoso, com a crista em pé, olhos azuis e uma tatuagem dos Rolling Stones no peito e diz para o fazendeiro:

-Leva este aqui: o Pedrão! Ele não falha.

O fazendeiro leva o galo e, no dia seguinte, pela manhã, solta o galo no galinheiro. O galo saiu correndo, pega a primeira galinha e dá duas sem tirar. Pega a segunda, dá a primeira e, quando estava na segunda, cai morto...

O fazendeiro olha e diz:

-Aquele galeiro filho da puta! Este galo comeu duas galinhas e capotou.

Então, pegou o galo pelo pescoço e levou ao galeiro e contou o que aconteceu. O galeiro se desculpou apresentando-lhe outro galo. Este era preto, de crista amarela, olhos negros e tênis da Nike. E diz para o fazendeiro:

-Este aqui é o Rodman. Dá uma olhada no trabalho dele e depois me conta.

O fazendeiro volta para a fazenda com o galo e repete a manobra: solta o bicho no galinheiro. O galo sai alucinado, como a primeira galinha de pé, pega a segunda e a traça encostada na cerca, com a terceira ele faz um 69 e, quando está bombando a quarta, cai morto no meio do galinheiro. O fazendeiro, emputecido, pega o galo e vai falar com o galeiro:

-Escuta aqui, ô filho da puta. É o segundo galo que me vende e que não presta pra nada. É melhor você me vender um galo decente ou vou tocar fogo em tudo aqui!

Então, o galeiro mostra um galo miúdo, pelado, cabeçudo, sem crista nem penas, com olheiras, corcunda, com tênis Bamba de lona e uma camisa azul clara com os dizeres "Maracanã 1950" e diz ao fazendeiro:

-Olha, é só o que me resta. O nome dele é Severino.

-Que merda vou fazer com este galo cearense todo fodido...

Chegando à fazenda solta o severino no galinheiro. O galo arranca a camisa e sai enlouquecido comendo todas as duzentas galinhas. Dá uma respirada e as come de novo. Sai correndo e enraba o pastor alemão. Aí, o fazendeiro o pega, dá dois sopapos para acalmá-lo e o tranca na gaiola.

-Porra, que fenômeno é este galo! - pensa o fazendeiro.

As galinhas estavam enlouquecidas com o Severino. Diziam que o Severino é isto, que o Severino é aquilo, uma loucura total. Todas as galinhas estavam querendo mudar-se para o Juazeiro do Norte, terra natal de Severino. No dia seguinte solta o bicho de novo. Severino sai levantando poeira. Dá duas voltas no galinheiro, faturando tudo que é buraco com penas que encontra pelo caminho. Sai correndo e come o cachorro, o porco e as vacas. O fazendeiro corre atrás, o pega pelo pescoço, e dá umas chacoalhadas para acalmá-lo e o joga na gaiola.

-Que galo sacana, vai me cobrir a fazenda inteira! - diz o fazendeiro todo satisfeito.

No dia seguinte, vai buscar o galo e encontra a jaula toda arrebentada.

-O Severino fugiu!!!

Sai correndo para o galinheiro e encontra todas as galinhas fumando e assobiando, lá fora. O porco está com o rabo para o sol, as duas vacas estão deitadas no chão com a perereca vermelha falando no Severino. O cachorro, com a bunda assada. O fazendeiro pensa:

-Ele vai comer o gado do vizinho, vão me matar!

Então, pega o cavalo e sai procurando o Severino sem descanso seguindo as pistas deixadas por ele (cabras suspirando, bodes passando hipoglós na bunda, uma tartaruga que perdeu o casco no tranco, um touro provando lingerie, três capivaras mancando, um pônei sentado no gelo, um bambi curado de hemorróidas...) até que, de repente, è distância, vê Severino caído no chão. Uma cena aterradora!!! E os abutres voando em círculos, se babando de fome! Quando viu os urubus sobrevoando, o fazendeiro entendeu a situação.

-Nãããooooo, Severinoooooo!!! Morreuuu o Severinoooo!!! Logo agora que tinha encontrado um galo de verdade!!!

No meio do lamento, cuidadosamente, Severino abre um olho olha para o fazendeiro, pisca e diz:

-Ssshhhhhhhhh!!! Fica quieto, que eles estão quase descendo...

19 de jun. de 2008

Rolés Uhú Show! - Dalmoro Rock Fest 4

Já que esse é o blog Uhú Show!, precisa contar sovre a galera Uhú Show! não é verdade? E sobre nossos rolés. Então, vamos começar pelo Dalmoro Rock Fest 4, festa mega muito massa, que como o nome já diz, de rock lá no Dalmoro, que apesar de umas pessoas falarem que esse nome parece com nome de cigarro, é um bar.. se bem que o nome parece mesmo.. ^^'

A festa estava prevista para 21:30h, saímos, eu e Allan, da casa dele mais ou menos às 22h e chegamos lá com o apoio do nosso amigo pai do Allan que resolveu por livre e espontânea vontade nos levar de carro. Ao chegarmos, a banda PARLIAMENT tinha acabado de começar e aquecia a galera com o bom e velho pop rock nacional, entramos e procuramos a galera conhecida, demos nossos nomes pro sorteio de brindes do MUNDO BIZARRO, já que era aniversário da loja, após um tempo Saulo apareceu com João Paulo. Daí fomos lá pra frente do palco curtir um som, fazer poses e danças extranhas, típicas da galera Uhú Show! e tirar fotos 'durock' tá ligado!? Saiu cada foto 'dusatanás' que só vendo! rsrs
Até que o PARLIAMENT começou a tocar "Que país é esse?" E nois lá respondendo: "-É a porra do Brasil!" huahuhauhau Mega massa.

Depois do PARLIAMENT seria a vez do SERTÃO SANGRENTO, banda mega massa também de Caicó de horror punk, a qual nossos amigos Markim e Márcio Death fazem parte, enquanto as bandas arrumavam o palco para a troca de bandas resolvemos ir rapidinho na praça encher o bucho, era uma caminhada normal, até chegarmos no alto do papai noel, abaixo do Torreful, onde nos deparamos com um cadáver de um gato morto e duro, de início achamos estranho mas fomos olhar e claro, tirar fotos! O gato estava todo inchado, mega gordo do caralho com as peras imóveis, Allan baixou uma perna do gato com o pé e quando soltou a perna subiu de volta.. isso nem rendeu um ataque de risos generalizados.. huahauhauha. Eu estava com um canudo e fui 'catucar' o gato, mesmo na hora que Saulo bateu uma foto do gato quando estava olhei pra cabeça dele, o efeito da luz do flash iluminando a cabeça do gato eu tive a impressão de ver ele levantar a cabeça, pense num pulo grande pra trás, ar maria, Saulo perguntou o que tinha acontecido e eu contei que tinha visto direitinho o gato levantar a cabeça. Outro ataque de risos.

Subimos pro Torreful pra ver se ainda tinha promoção de sanduíches mas tava em falta, só tinham filé. Não sei por que as paramos na escada para tirar fotos.. hã.. sem calças.. huahauhua
Daí fomos pro calçadão, pedimos os lanches pra viajem pra ir comendo no caminho e chegar logo e pedimos duas sacolas, na volta compramos uma pepsi no posto e subimos de volta. Ao passar pelo gato de novo Allan usou as sacolas para levantá-lo e tentou coloca-lo em pé, mas na hora que soltou os braços do gato estavam moles e ele virou de cara na terra, ninguém se aguentou não. Daí ele 'Guardou o gato e voltamos pro Dalmoro.


Ao chegar lá, surpresa, o SWEET VANILLA tinha acabado de começar com seu hard rock glam, o SERTÃO já havia acabado, mas tudo bem o SWEET tava mega power, toda a galer gostando, musicas fortes e agitadas e a galera empolgada, fora que a vocalista era mega pouco gata.. (lala). A coitada só se atrapalhou na hora dos agradelimentos no meio do show quando na inspiração ela gritou, "VALEU MOSSORÓ!"... todo mundo sem entender gritando, "oush, é Caicó!", kkkkkkk ela morrendo de vergonha pedindo desculpas mas supera, a galera tava animada [e bêbada] mesmo.. é 'duRock', relax! Ela se explicou depois alegando estar um pouco nervosa e que esse era apenas seu 2º show fora de Natal e que o 1º tinha sido Mossoró... passou já, muié.

Ao final do SWEET entra em cena a última banda da noite, o DECLITE, banda também de Natal no estilo rock'n'roll, foi aí que a galera Uhú Show! deixou as instalações do Dalmoro e rumamos par casa, disseram que o DECLITE tbm foi bom, não sei.

Enfim, o rolé foi muito mega over power, melhor só outro. Quem não foi perdeu.. Ireeeeeeeeww
Sábado, 07/06, no bar Dalmoro, Caicó.

Até a próxima.

Uhú Show!

13 de jun. de 2008

Conto especial de Sexta-feira 13

::BELEZAS AMARGAS::

Lucas era um jovem normal de 17 anos, tinha amigos legais, uma vida calma, estudava normalmente e tudo mais que um garoto em sua idade costuma fazer. Lucas gostava muito de ler, lia grandes livros diariamente, as vezes mais de um ao mesmo tempo, e tinha uma atração especial por suspense.
Era quinta feira dia 12, ele saia da escola e foi direto para a biblioteca municipal atrás de mais um livro, já que já havia lido todos os da biblioteca da escola aquele ano. A biblioteca municipal era muito grande, era o 2º maior prédio da cidade, menor apenas do que o hospital Guarulhos e possuía uma listagem de 78.567.666 livros, além de uma idade de 333 anos. A secretária da manhã, Abgail, já conhecia Lucas de longe, e o recepcionara contentemente, ela gostava muito do garoto e de seu habito de leitura, incomum em jovens, principalmente em sua idade. Lucas a cumprimentou e passou direto pra seção de suspense, o dia seguinte seria uma sexta feira 13 e ele queria uma história bem interessante para ler, já conhecia muitas, mas mais uma era sempre bem vinda. Ele nunca havia explorado toda a biblioteca ainda, era muito grande mas ele já havia lido muitos livros dali, dizia que ele já havia lido mais livros que ela e nem a seção de suspense, a qual tomas mais freqüentava havia sido completa.
Tomas planejava levar uns dois ou três livros naquele dia, ao procurar pelos livros, a maioria já haviam sido lidos e ele resolveu adentrar mais ainda na seção. Lucas continuou entrando, achou vários livros que pareciam interessantes, muitos com histórias clichês de lobisomens, monstros gigantes, mortos-vivos, todas interessantes mas ele procurava algo mais. Até que um livro grande de capa mesclada de vermelho com preto o chamou a atenção, estava em um local elevado da prateleira, mas Lucas conseguiu pegar. A sinopse, falava de um jovem que amava uma garota mas que seu amor era ignorado friamente por ela, até que depois de um acidente a garota perdeu parte de sua beleza e foi rejeitada pelo resto da sociedade que a amava por sua beleza estética mas o garoto continuava a amá la, e tentou se aproximar, mas ela novamente o rejeitou pensando ser alguém querendo tirar saro com sua atual aparência, mas o garoto não entendeu e resolveu se vingar. A história era mais do que bem vinda e atraiu Lucas de uma maneira que ele esqueceu até de guardar os livros que havia selecionado antes, e só levou o livros vermelho para casa.
Ao chegar em casa, Lucas se alimentou, fez as lições jogou um pouco, foi pra internet e saiu com os amigos no começo da noite, ao chegar em casa mais tarde já estava ansioso para começar seu livro, sentou-se na mesinha de leitura e abriu o livro. Logo após a sinopse que ele não hesitou em re-ler havia os créditos do autor. escritos em vermelho sangue, ao que parecia ter sido escrita a mão.

Por Jack, o gato andante do bairro 23. Não, não sou humano, sou um ser felino, quadrúpede e de pelos negros que se camuflam a noite. Um andante solitário das noites sombrias do bairro 23, conhecedor de histórias que os humanos não acreditariam nem que vissem com os próprios olhos, mas resolvi transpô-las ao papel, por que a melhor maneira de esconder uma mentira é expondo-a abertamente ao conhecimento humano, o qual a ignora como real. Portanto, sua descrença nesta história não me desestimula, pelo contrário, é minha real intenção. Qualquer opinião ao passado demonstrado nas seguintes linhas são totalmente desnecessários, como já mencionei, não sou humano e nem me importo com os acontecimentos seguintes do livro, escrevi-o apenas por puro lazer.
Vivo a 70 gerações, nesse período perdi apenas 2 de minhas 9 vidas e dentre todas as incontáveis histórias que presenciei e ou conheço, essa é uma das minhas preferidas que não esqueço.

Luiza era uma garota muito atraente de 16 anos, talvez uma das mais bonitas da escola Estevez, era muito popular querida pelas amigas e desejada pelos garotos, mas existiu um deles, o jovem Rubens que era apaixonado por ela, mas não tinha coragem de falar, tanto por que não passava de um garoto normal, não tão bonito, e também por que ela já tinha muitos adoradores, porque então ele teria alguma chance?
Mas naquela noite de 31 de novembro, Luiza saia de casa para encontrar com umas amigas na praça, era por volta das 19h quando um carro dirigido por um bêbado acertou Luiza em uma rua não movimentada, acertando-a em cheio no tronco e com a cabeça indo em direção ao para-brisas, por sorte, uma pessoa achou o corpo de Luiza e ligou para os paramédicos que chegaram pouco tempo antes de sua morte. A garota conseguiu sobreviver mas metade de seu rosto ficou danificado e ela perdeu o movimento das pernas. A partir de então sua vida mudou, descobriu que quase todos que a adoravam não passavam de admiradores de sua beleza facial, e agora ela tinha poucas amigas, na verdade apenas duas que ainda falavam com ela, e mesmo assim passaram a falar menos, as vezes só quando necessário. Toda a bajulação que recebia antes se tornou em risos e fofocas, as pessoas a tratavam mal, como um ser repulsivo e isso a fez ficar cada dia menos confiante até que não saia mais de casa, somente via os pais e mesmo assim pouco, pois vivia trancada dentro do quarto.
Gustavo, por sua vez, viu nesse acidente uma maneira de se aproximar de Luiza, agora que ela não era mais adorada por todos talvez ele tivesse alguma chance. Ele realmente a amava, enchergava em Luiza todas as qualidades que ele apreciava em uma mulher, delicadeza, felicidade, era uma pessoa forte e brincalhona, a beleza para ele era apenas um bônus que antes até atrapalhava. Gustavo resolveu tentar falar com Luiza, conversou com os pais dela e contou que queria tentar ajuda-la, os pais resolveram deixar que ele tenta-se falar com ela, mas depois de toda a rejeição e de todo tempo exclusa do convívio social Luiza se tornou uma pessoa amarga e fechada, ao tentar falar com ela, Gustavo foi rejeitado e totalmente esculhambado, ela negava que ele pudesse sentir algo por ela que não fosse medo, ou graça e o mandou embora, além de contar aos pais dela que ele teria vindo a casa dela apenas para pregar uma peça nela.
Se sentindo renunciado, amargurado e julgado como mentiroso Gustavo começou a enlouquecer com a idéia de ter Luiza para sí a qualquer custo e já que ela não queria ele, deveria dar um jeito de provar o seu amor.
Naquela mesma noite, após a meia noite, Gustavo invade a casa de Luiza e anestesia os pais da garota depois os corta em pontos vitais. Vai até o quarto da garota e descobre que ela deixou a janela aberta e já não se encontrava mais, ela havia fugido. Gustavo descobre rastros de sangue saindo da janela e resolve segui-los, segue noite adentro até que encontra Luiza no topo de uma torra de sino sentada, chorando, apenas com o pijama. Ele se aproxima e ela, assim que o percebe, começa a gritar e manda que não se aproxime, ele re-descreve seu amor por ela que torna a não acreditar, como alguém em perfeita beleza poderia querer ela nesse estado? Gustavo cai na gargalhada e revela que ela tinha o mesmo pensamento sobre ela antes do acidente, mas que agora, que a beleza não o atrapalhava, ele poderia finalmente ter alguma chance com ela, já que a amava de verdade. Mas ela achou a história bonitinha demais para ser verdade e pediu uma prova, que ele desfigurasse o corpo como o dela, aí sim, eles ficariam juntos. Pensando ser um pedido que o jovem não aceitaria o pedido, deu as costas, até que ouviu gritos autos de dor e quando se virou Gustavo tinha se atirado numa cerca de arames farpados, e estava com o rosto e tronco todo cortado e enssanquentado, vinha agora andando em direção a torre, ao que Luiza desceu e correu em sua direção.

Até hoje não se sabe como Gustavo sobreviveu aos cortes profundos e a perda de sangue, nem como Luiza voltou a andar. Só sei que terrivelmente após essa noite, jovens de aparência exuberante começaram a desaparecer e serem achados mortos e deformados em cidades vizinhas, preferi não seguir o casal em sua possível trilha de amor assassino, mas espero que sejam felizes de agora em diante.

Lucas, resolveu voltar a biblioteca no outro dia e perguntar por mais informações sobre o livro que havia levado no dia anterior, mas a bibliotecária disse não ter conhecimento sobre o livro e que ele não estava nem nunca esteve nos registros, não se conhecia o autor, nada, nem mesmo livros parecidos.

27 de mai. de 2008

Espírito indomável - Parte 6

::ACORDAR::

Oh não Thomas, o que faremos agora? Não há saída! - Fred, pedia desesperado por respostas a Thomas.

Os dos garotos estavam em uma sala fechada, na entrada do templo, a única porta que se via foi por onde entraram, as outras três paredes, lados e frente, era lisas, mas a da esquerda tinha uma parte lisa demais...
Thomas resolveu ir até lá, quando notou que era na verdade uma passagem, mas não entrou. resolveu procurar mais alguma antes de arriscar o 1º caminho. Na parede da esquerda e na da frente também haviam mais passagens, sendo que cada uma diferente. Na parede esquerda, a passagem tinha o formato de porta, na do centro era quase o mesmo formato mas deitado e na parede direita era mais acima.
Thomas resolveu procurar mais, Fred já estava chateado vendo-o rodar de la pra cá sem dizer nenhuma palavra. Ele queria sair dalí logo. Em sua agonia ele resolve se encostar na parede e sente uma pontada nas costas, ele passa a mão e sente como se algo tivesse escrito alí.

-Thomas! Olha, acho que tem algo escrito aqui, veja! Eu quem achei!

-Escrito? Onde, Fred?

-Aqui. Passe a mão, não dá pra ver só sentir.

Thomas tentou sentir o que o irmão falava, e descobriu que havia uma escrita em braille alí. Sorte que ele estudava códigos há 3 anos com seu avô. Após procurar por toda a sala ele chegou a seguintes frases:

"Perigo são enfrentados com coragem, não medo!"

-Fred, entre andar, rolar e pular, o que te convém mais fazer agora?

-Agora? Agora eu quero sair daqui! Você endoideceu, Thomas?

-Não, só queria saber... Bem vamos sair logo daqui, e se é pra passar e sair logo, corramos! Rápido, me siga!

Thomas passou correndo pela entrada da direita, onde a passagem ofereceu certa resistência a ele, talvez se tivesse passado devagar não ultrapassaria.
De repente tudo estava escuro, e Thomas só.

-Olá rapaz!

-Hã? um sonho? Mas porque eu lembrei de como passei da entrada do templo?

-Hum.. uma pergunta interessante! Que bom que resolveu conversar comigo agora! - a voz parecia feliz.

-Hã? Você? Ahh, estou sonhando de novo, então?

-Ahh, de novo, estava indo tão bem...

-Então quer dizer que você sou eu? Um eu adormecido, como diz eu avô. O que você quer de mim?

-Eu? eu não quero dizer nada, valha! Nem quero nada de você também.. só conversar.

-E É, PALHAÇO? - Thomas parecia se alterar.

-Ow ow ow.. se acalme, jovem. Tudo bem, pelo menos é uma conversa, não? E finalmente você me mostra sentimentos diferentes de medo e hesitação! Vamos lá, Sim, acho que sou você.

-E porque está aqui?

-Dormindo!

-Dormindo?

-É, você não quis mais ser eu, daí vim dormir!

-Não quis mais ser eu? Mas então, por que nunca te vi antes? Você sempre esteve aqui?

-Sempre se contar só do tempo depois que vim pra cá.. desde que meu pai morreu e você quis ser assim. Eu dormi até a hora que precisei voltar a ser eu novamente, no templo. Mas você ficou aí, daí eu estou só esperando.. mas aqui é chato, e estou sem sono. Que bom que estamos conversando. - a voz estava feliz como nunca.

Thomas parecia não entender, mas tudo parecia se ligar aos poucos também.

-Então, estou pronto para acordar, sim? - a voz falava excitada!

-Não, eu...

...

-Thomas! THOMAS! Você está bem? - perguntava Fred a Thomas, levntando-o do chão. Thomas havia caído de cara da cama.

Já era manhã, as pessoas no refúgio de Teodoro já estava trabalhando em suas funções, um novo dia começara.

-Vamos Thomas, o café está pronto! - Fred chamava Thomas correndo animado, parecia nem lembrar que o irmão havia acabado de cair de cara.

-Não Fred, não vou comer agora. Tenho muita energia guardada que quero gastar ainda...

Thomas se lavou bem depressa, se arrumou, colocou um tênis e correu floresta a dentro com um sorriso no canto da boca que não se via em seu rosto a tempos!

24 de mai. de 2008

Espírito indomável - Parte 5

::RENASCENÇA::

-Thomas, você trouxe o que foi buscar, não trouxe? - Teodoro perguntava a seu neto.

-Claro, vô! Está aqui, pegue. - Falava Thomas retirando um pequeno baú de dentro da bolsa e entregando a seu avô.

-Muito bem, vejamos o que podemos resolver com is...

-Vô, o que é isso que nos mandou trazer acima de tudo? Por que nos fez passar por tudo aquilo, por isso?

-Hehe. Oh meu querido neto... precisamos de você para reconstruir a nossa vila.

-De mim? Como assim? hã?...

-Você nasceu para liderar, Thomas, você nasceu para vencer. Sabe o que mandei você buscar? Nada!

-NADA? COMO ASSIM NADA? VOCÊ SABE O QUANTO...

-Foi difícil e arriscado? Claro, te mandei justamente por isso, e você voltou, ileso!

-Não, eu... Foi você que... Mas co... por q... COMO ASSIM?

Thomas estava assustado e confuso com tudo. Seu avô falava que ele mesmo tinha feito isso com ele, e que ele precisava salvar a vila. Ele não sabia mais em que pensar, nem o que estava acontecendo. Agora tudo fazia menos sentido ainda para ele, se é que havia algum sentido desde o começo. Ele buscava paz em casa, mas sua vila foi destruída, buscava paz com seu avô mas ele o confundia mais e agora nada mais se ligava a nada.Muitas dúvidas e nada em mente a se perguntar... Porque? Mas porque o quê?

-Não temos mais tempo, eu preferiria que você voltasse ao normal naturalmente, mas não podemos esperar. Você terá que voltar a ter seu velho espírito de volta, não pode mais se esconder atrás dessa personalidade que criou para parecer normal depois que seu pai se foi. - falava Teodoro para Thomas.

-Mas que personalidade criada? O que está acontecendo com você vô?

-Thomas, lembra que eu falei que essa pessoa e seu sonho se parecia com um jovem que conheci? Então, esse jovem é você! Thomas, meu neto, você não é assim, não é esse jovem parado que está a minha frente, você é forte e inteligente, esperto e ágil, você não pergunta o que já sabe, você busca seus objetivos. Precisamos buscar o verdadeiro Thomas que nasceu da minha filha, meu verdadeiro neto!

-Seu verdadeiro neto? você é louco vovô, sou eu, Thom...

-THOMAS! Eu sei que seu pai não o compreendia por ser especial e mais capaz que seus colegas e que você sempre tentou seguir os pedidos dele de "tentar ser normal" até que ele se foi e você não pôde salva-lo. Mas não foi culpa sua, e você é normal Thomas, normal da maneira que você deve ser.
-Thomas, seu pai não queria que você fosse como as outras crianças por não gostar de você ou por vergonha, ele queria que você fosse como as outras crianças por medo de que você se machuca-se. Sendo diferente você fica em evidência e ele tinha medo disso, porque ele te amava!
-Então Thomas, na caverna que te mandei para pegar o pergaminho, como você se saiu? Não teve que pensar diferente, ou melhor, pensar como antes?

Thomas queria chorar, tudo parecia mentiras, loucuras ou caduquices de seu avó, mas no fundo ele sentia que haviam verdade em suas palavras, ele realmente parecia saber o que fazer e o fez, ele se sentia confiante em tudo que fazia mesmo sem nunca tê-lo feito antes.

17 de mai. de 2008

1º DAN


Faixa preta agora! Um longo caminho se completa e outro maior e melhor se abre a minha frente!

Não vou dizer que é um sonho realizado, não vou mentir, nunca foi meu sonho chegar a faixa preta. Lembro que a 1ª faixa que vi foi a azul [de Cleydson que estava na frente] eu a achei legal e me imaginava azul, mas como um sonho distante, até que passei pela azul e lembro que a que gostei mais, por assim dizer, foi a azul listra vermelha [após a azul].

Quando entrei nem sabia se ia ficar, conheci o taekwondo quando Paulo dava aula no refeitório do CEJA, uma multidão de gente que nem cabia lá direito. Eu estava na casa de vó, que fica no CEJA, e via o povo passando, daí soube que tinha taekwondo lá, até então eu nem sabia o que era taekwondo, eu não era muito ligado a artes marciais, não conhecia nenhuma e só sabia da existência de poucas. Fui lá e resolvi treinar, nem tinha assistido nenhum treino ainda, meu 1º treino foi sem saber de nada, entrei sem dobok no 1º dia e treinei, achei legal, no segundo dia eu já estava de dobok.
De lá pra cá foram muitas histórias, muitas mesmo! A GALERA que não cabia no refeitório começou a mudar de cara, uns entraram, outros saíram, alguns poucos ficaram, alguns pararam e voltaram.

Aprendi muitas coisas no taekwondo, que realmente foi uma escola pra vida pra mim, conheci pessoas, me soltei, aprendi a perseverar, me tornei mais forte mental, física e espiritualmente, aumentei a auto-estima, evoluí, e principalmente: Fiz amigos que posso chamar de família!

A TANJON me mostrou o caminho e eu segui, enfrentei e passei dos obstáculos que me tornaram menos vulnerável e mais experiente, que me fizeram seguir em frente e melhorar cada vez mais. Eu descobri um lado meu que não se rende ao fracasso e que quer mais e mais a cada dia! Aprendi a não achar mais sonhos distantes, como quando vi a faixa azul e o imaginei sem esperança, aprendi que se consegue tudo que quer, se enfrentar e se dedicar! A TANJON pra mim foi uma escola não por que aprendi a lutar [nunca gostei, na verdade], mas por que eu aprendi uma verdadeira arte, uma arte marcial. Se a TANJON fosse uma escola de competição, acho que já tinha saído há tempos atrás. Mas não, a TANJON me fez crescer, me deu amigos, me desafiou e mostrou que eu podia enfrentá-los e vencê-los.

Agora eu cresci, subi degrau por degrau no longo caminho das faixas coloridas, no caminho da aprendizagem, aprendendo tudo que podia e colocando em prática e agora eu cheguei no que pode-se dizer "faculdade". Eu sempre cresci com meus companheiros de treino, e sempre os ajudei a crescer também, e quanto maior era minha faixa maior minha responsabilidade de ajudá-los, principalmente na ultima faixa colorida, a vermelha listra preta, em que até puxei os treino para a galera, literalmente professor, ou diria JOKIO! XD

Agora na preta o lance é maior, a parada é mais cacete! Levar a galera adiante!
Sigo o lema da TANJON “TANJON – Criando guerreiros!” Por que eis aqui mais um guerreiro formado e pronto para a batalha.

Agradeço a cada um dos meus companheiros por sempre estarem ao meu lado, confiarem em mim mesmo em treino puxados sem experiência. Pelo respeito que temos entre nós e a dedicação de cada um pela nossa TANJON.

Agradeço também a todos os meus amigos e amigas que estão sempre comigo, nessa minha jornada da vida, melhorando mais e mais.

E agradeço em especial, ao melhor professor que tive até hoje. Paulo, obrigado por me mostrar esse caminho, por não deixar de acreditar naquele magrelo lesado, corcunda, e calado lá atrás no refeitório que tinha tudo pra sair com algumas semanas de treino e que hoje é formado na arte que você ensinou como uma filosofia de vida! Muito obrigado!

TAEKWON

19 de mar. de 2008

Espírito indomável - Parte 4

::LEMBRANÇAS::

-Tooomaaas. Oh Tooomaaass.. Já que não está fazendo nada vamos jogar?

-Hã? Você de novo? Quem é você?

-Há que bom! Você quer jogar! Então vamos!

-Jogar? JOGAR? Por favor, estou cansado, há muitas coisas acontecendo, meu avô está em perigo, minha cidade foi destruída e você quer jogar!? EU nem te conheço, nem sei onde estou!

-Não minta Tomas. Como pode estar cansado se você está dormindo?

-Dormindo?

...

-Tomas, meu neto, acorde vamos! - Falava o avô de Tomas, Teodoro, acordando-o.

-Vô? Não lembro de ter chegado aqui.

-Alfred o trouxe, junto com seu irmão. Ele disse que você desmaiou no caminho, chegaram aqui com você nos braços. Aconteceu algo?

-Não vô, nada. Aliás, ando tendo uns sonhos extranhos, é como alguém falando comigo, ele parece me conhecer, não sei, parece querer me dizer algo mas nunca é direto.

-Alguém em um sonho? E como ele é?

-Eu não sei. ainda não o vi. Tudo é escuro. Eu não o vejo e ele não responde minhas perguntas, parece brincar comigo.

-Parece brincar é? Isso me lembra um jovem que conheci.. hehe

-Vô, não é brincadeira! Mas deve ser só um sonho, né?

-Talvez, mas por hora descanse. Está com fome?

-Sim, muita!

Teodoro saiu enquanto Tomas deitava-se novamente na cama. Estava feliz por estar em paz novamente, ou quase. Pelo menos dava pra relaxar um pouco.
Fred estava na sala se enfartando de comida, enquanto conversava com os moradores refugiados junto com seu avô. Umas 6 pessoas, 4 homens e 2 mulheres estavam na sala. Haviam outros la fora, trabalhando. Ele agora contava histórias da viajem que fizera antes de voltar a vila, e contava do estado da vila ao voltarem!
Teodoro trouxe comida para seu neto que comeu e voltou a dormir, havia sido uma longa jornada cansativa, ele precisava dormir!

...

-Ainda cansado, Tomas?

-Você deno... estou sonhando, é isso? E você sempre vai aparecer aqui?

-Vamos lá, vamos lá, tudo bem. Você pergunta demais, é isso que precisa mudar. Tomas, você lembra uma vez, em seus 7 anos que uns amigos seus queriam descer um morro de areia num prancha mas não tinham coragem de ir por que não sabiam como parar? E que você sem pensar duas vezes pegou a prancha e desceu? Aquilo foi inesquecível, não foi? Aquela sensação. Agora pense, hoje me dia, você desceria a ladeira? você se arriscaria?

-Acho que não, quer dizer, não! Eu era só um garotinho irresponsável, não tinha noção dos perigos.

-Pare Tomas, não precisa mentir para mim. Não se pergunta de como eu sei isso? Sei muito sobre você Não precisa dizer que não sabia os riscos. você sabia, e muito bem. Sentou-se até para a esquerda da prancha pra que ela não virasse para direita e batesse nas pedras. Tomas, você sempre foi esperto e corajoso. Por que perdeu suas duas qualidades? Primeiro deixa de ser corajoso e agora pensa demais antes de agir, no fim, acaba desistindo por colocar risos demais em seu caminho. Segundo, parece não resolver mais seus problemas e sair de situações complicadas com a mesma facilidade de antes, se estou dizendo que para mim você não precisa mentir você realmente não precisa inventar desculpas para os seus erros.

...

-Acorde, dorminhoco. É hora de conversar! - Teodoro chamava Tomas para uma conversa.

24 de fev. de 2008

Espírito indomável - Parte 3

::CAMINHO::

-Vamos, acorde!

-Hã? O que.. Quem está aí?
-Há há há! Não lembra? Confesso que já esperava..
-Onde estou? Por que está tudo escuro? QUEM É VOCÊ?
-Primeiro tente, vamos tente é fácil, lembre do seu passado. Poderei estar lá.. talvez.
-O que? Quem é você?
-Rum.. não é difícil. Vamos assim, a melhor pergunta seria: '-Quem é você?!'

...

-Tomas! TOMAS! Acorde. - chamava Fred pelo irmão desmaiado. - Como você está? Você desmaiou do nada, o que aconteceu?
-Eu? O quê... Ai, minha cabeça está rodando.. - Tomas levantava-se vagarosamente. - Cadê ele? Eu estou.. Fred?
-Ele quem Tomas?De quem você está.. ah deixa. Você apagou ao sair da cidade, estávamos preocupados.
-Ah, não deve ser nada. Deixa, devo ainda estar cansado da viagem. Não dormimos essa noite pra chegarmos logo lembra? Deve ser isso. Vamos, chegando no nosso avô eu descansarei. Estamos perto Alfred?
-Hum? Ah sim, sim. Estamos perto, logo chegaremos, não se preocupe. - Alfred olhava pensativo para Tomas.

Já beirava o meio dia, estavam a poucos metros da cidade, onde estavam antes era o começo de uma floresta, mas agora encontravam um campo desértico e chamuscado, ali sem dúvida havia acontecido uma batalha. Mais a frente haviam árvores, seguiram para lá e entraram na floresta.
A mata era fechada e densa. haviam poucos lugares onde dava pra passar e mesmo assim era difícil, foi assim que conseguiram escapar do ataque. A visibilidade era ruim, não fosse por Alfred eles passariam dias ali até achar uma saída, que dirá achar seu avô.
Após +- meia hora de caminhada na floresta eles avistam uma mulher no chão, claramente exausta e ferida. Correram até lá.

-Senhora! A senhora está bem? O Que aconteceu? - Perguntava Alfred, ao tentar ajudá-la.
-Ohh.. Ah Alfred, é você! cof cof.. rápido, você precisa voltar logo, o doutor está com problemas, mandou-me atrás de você. Vão rápido, só preciso descansar e logo alcançarei vocês.
-Não. Como podemos deixá-la aqui, senhora? Te levaremos conosco!
-Oh Tomas, Tomas. Você sempre foi assim desde pequeno, avuado com o mundo mas preocupado com a segurança e saúde das pessoas. Vão! Depressa, eu realmente estou bem, mas o seu avô não. Ele é a prioridade agora. E Tomas, lembre-se logo de tudo.
-Lembrar? Como assi..
-Vamos Tomas, não temos tempo! Corra, ou vi ficar para trás?
-Vá meu jovem, seu avô o espera.

Tomas correu com seu irmão e Alfred floresta a dentro, já estavam perto e ele desejava saber sobre o que lembrar, e o que era o sonho que tivera.