::ACORDAR::
Oh não Thomas, o que faremos agora? Não há saída! - Fred, pedia desesperado por respostas a Thomas.
Os dos garotos estavam em uma sala fechada, na entrada do templo, a única porta que se via foi por onde entraram, as outras três paredes, lados e frente, era lisas, mas a da esquerda tinha uma parte lisa demais...
Thomas resolveu ir até lá, quando notou que era na verdade uma passagem, mas não entrou. resolveu procurar mais alguma antes de arriscar o 1º caminho. Na parede da esquerda e na da frente também haviam mais passagens, sendo que cada uma diferente. Na parede esquerda, a passagem tinha o formato de porta, na do centro era quase o mesmo formato mas deitado e na parede direita era mais acima.
Thomas resolveu procurar mais, Fred já estava chateado vendo-o rodar de la pra cá sem dizer nenhuma palavra. Ele queria sair dalí logo. Em sua agonia ele resolve se encostar na parede e sente uma pontada nas costas, ele passa a mão e sente como se algo tivesse escrito alí.
-Thomas! Olha, acho que tem algo escrito aqui, veja! Eu quem achei!
-Escrito? Onde, Fred?
-Aqui. Passe a mão, não dá pra ver só sentir.
Thomas tentou sentir o que o irmão falava, e descobriu que havia uma escrita em braille alí. Sorte que ele estudava códigos há 3 anos com seu avô. Após procurar por toda a sala ele chegou a seguintes frases:
"Perigo são enfrentados com coragem, não medo!"
-Fred, entre andar, rolar e pular, o que te convém mais fazer agora?
-Agora? Agora eu quero sair daqui! Você endoideceu, Thomas?
-Não, só queria saber... Bem vamos sair logo daqui, e se é pra passar e sair logo, corramos! Rápido, me siga!
Thomas passou correndo pela entrada da direita, onde a passagem ofereceu certa resistência a ele, talvez se tivesse passado devagar não ultrapassaria.
De repente tudo estava escuro, e Thomas só.
-Olá rapaz!
-Hã? um sonho? Mas porque eu lembrei de como passei da entrada do templo?
-Hum.. uma pergunta interessante! Que bom que resolveu conversar comigo agora! - a voz parecia feliz.
-Hã? Você? Ahh, estou sonhando de novo, então?
-Ahh, de novo, estava indo tão bem...
-Então quer dizer que você sou eu? Um eu adormecido, como diz eu avô. O que você quer de mim?
-Eu? eu não quero dizer nada, valha! Nem quero nada de você também.. só conversar.
-E É, PALHAÇO? - Thomas parecia se alterar.
-Ow ow ow.. se acalme, jovem. Tudo bem, pelo menos é uma conversa, não? E finalmente você me mostra sentimentos diferentes de medo e hesitação! Vamos lá, Sim, acho que sou você.
-E porque está aqui?
-Dormindo!
-Dormindo?
-É, você não quis mais ser eu, daí vim dormir!
-Não quis mais ser eu? Mas então, por que nunca te vi antes? Você sempre esteve aqui?
-Sempre se contar só do tempo depois que vim pra cá.. desde que meu pai morreu e você quis ser assim. Eu dormi até a hora que precisei voltar a ser eu novamente, no templo. Mas você ficou aí, daí eu estou só esperando.. mas aqui é chato, e estou sem sono. Que bom que estamos conversando. - a voz estava feliz como nunca.
Thomas parecia não entender, mas tudo parecia se ligar aos poucos também.
-Então, estou pronto para acordar, sim? - a voz falava excitada!
-Não, eu...
...
-Thomas! THOMAS! Você está bem? - perguntava Fred a Thomas, levntando-o do chão. Thomas havia caído de cara da cama.
Já era manhã, as pessoas no refúgio de Teodoro já estava trabalhando em suas funções, um novo dia começara.
-Vamos Thomas, o café está pronto! - Fred chamava Thomas correndo animado, parecia nem lembrar que o irmão havia acabado de cair de cara.
-Não Fred, não vou comer agora. Tenho muita energia guardada que quero gastar ainda...
Thomas se lavou bem depressa, se arrumou, colocou um tênis e correu floresta a dentro com um sorriso no canto da boca que não se via em seu rosto a tempos!
Frase do dia:
Jacaré não tem pescoço
Se você diz que me ama
Por que roubou meu patinete?"
27 de mai. de 2008
Espírito indomável - Parte 6
24 de mai. de 2008
Espírito indomável - Parte 5
::RENASCENÇA::
-Thomas, você trouxe o que foi buscar, não trouxe? - Teodoro perguntava a seu neto.
-Claro, vô! Está aqui, pegue. - Falava Thomas retirando um pequeno baú de dentro da bolsa e entregando a seu avô.
-Muito bem, vejamos o que podemos resolver com is...
-Vô, o que é isso que nos mandou trazer acima de tudo? Por que nos fez passar por tudo aquilo, por isso?
-Hehe. Oh meu querido neto... precisamos de você para reconstruir a nossa vila.
-De mim? Como assim? hã?...
-Você nasceu para liderar, Thomas, você nasceu para vencer. Sabe o que mandei você buscar? Nada!
-NADA? COMO ASSIM NADA? VOCÊ SABE O QUANTO...
-Foi difícil e arriscado? Claro, te mandei justamente por isso, e você voltou, ileso!
-Não, eu... Foi você que... Mas co... por q... COMO ASSIM?
Thomas estava assustado e confuso com tudo. Seu avô falava que ele mesmo tinha feito isso com ele, e que ele precisava salvar a vila. Ele não sabia mais em que pensar, nem o que estava acontecendo. Agora tudo fazia menos sentido ainda para ele, se é que havia algum sentido desde o começo. Ele buscava paz em casa, mas sua vila foi destruída, buscava paz com seu avô mas ele o confundia mais e agora nada mais se ligava a nada.Muitas dúvidas e nada em mente a se perguntar... Porque? Mas porque o quê?
-Não temos mais tempo, eu preferiria que você voltasse ao normal naturalmente, mas não podemos esperar. Você terá que voltar a ter seu velho espírito de volta, não pode mais se esconder atrás dessa personalidade que criou para parecer normal depois que seu pai se foi. - falava Teodoro para Thomas.
-Mas que personalidade criada? O que está acontecendo com você vô?
-Thomas, lembra que eu falei que essa pessoa e seu sonho se parecia com um jovem que conheci? Então, esse jovem é você! Thomas, meu neto, você não é assim, não é esse jovem parado que está a minha frente, você é forte e inteligente, esperto e ágil, você não pergunta o que já sabe, você busca seus objetivos. Precisamos buscar o verdadeiro Thomas que nasceu da minha filha, meu verdadeiro neto!
-Seu verdadeiro neto? você é louco vovô, sou eu, Thom...
-THOMAS! Eu sei que seu pai não o compreendia por ser especial e mais capaz que seus colegas e que você sempre tentou seguir os pedidos dele de "tentar ser normal" até que ele se foi e você não pôde salva-lo. Mas não foi culpa sua, e você é normal Thomas, normal da maneira que você deve ser.
-Thomas, seu pai não queria que você fosse como as outras crianças por não gostar de você ou por vergonha, ele queria que você fosse como as outras crianças por medo de que você se machuca-se. Sendo diferente você fica em evidência e ele tinha medo disso, porque ele te amava!
-Então Thomas, na caverna que te mandei para pegar o pergaminho, como você se saiu? Não teve que pensar diferente, ou melhor, pensar como antes?
Thomas queria chorar, tudo parecia mentiras, loucuras ou caduquices de seu avó, mas no fundo ele sentia que haviam verdade em suas palavras, ele realmente parecia saber o que fazer e o fez, ele se sentia confiante em tudo que fazia mesmo sem nunca tê-lo feito antes.
17 de mai. de 2008
1º DAN
Faixa preta agora! Um longo caminho se completa e outro maior e melhor se abre a minha frente!
Não vou dizer que é um sonho realizado, não vou mentir, nunca foi meu sonho chegar a faixa preta. Lembro que a 1ª faixa que vi foi a azul [de Cleydson que estava na frente] eu a achei legal e me imaginava azul, mas como um sonho distante, até que passei pela azul e lembro que a que gostei mais, por assim dizer, foi a azul listra vermelha [após a azul].
Quando entrei nem sabia se ia ficar, conheci o taekwondo quando Paulo dava aula no refeitório do CEJA, uma multidão de gente que nem cabia lá direito. Eu estava na casa de vó, que fica no CEJA, e via o povo passando, daí soube que tinha taekwondo lá, até então eu nem sabia o que era taekwondo, eu não era muito ligado a artes marciais, não conhecia nenhuma e só sabia da existência de poucas. Fui lá e resolvi treinar, nem tinha assistido nenhum treino ainda, meu 1º treino foi sem saber de nada, entrei sem dobok no 1º dia e treinei, achei legal, no segundo dia eu já estava de dobok.
De lá pra cá foram muitas histórias, muitas mesmo! A GALERA que não cabia no refeitório começou a mudar de cara, uns entraram, outros saíram, alguns poucos ficaram, alguns pararam e voltaram.
Aprendi muitas coisas no taekwondo, que realmente foi uma escola pra vida pra mim, conheci pessoas, me soltei, aprendi a perseverar, me tornei mais forte mental, física e espiritualmente, aumentei a auto-estima, evoluí, e principalmente: Fiz amigos que posso chamar de família!
A TANJON me mostrou o caminho e eu segui, enfrentei e passei dos obstáculos que me tornaram menos vulnerável e mais experiente, que me fizeram seguir em frente e melhorar cada vez mais. Eu descobri um lado meu que não se rende ao fracasso e que quer mais e mais a cada dia! Aprendi a não achar mais sonhos distantes, como quando vi a faixa azul e o imaginei sem esperança, aprendi que se consegue tudo que quer, se enfrentar e se dedicar! A TANJON pra mim foi uma escola não por que aprendi a lutar [nunca gostei, na verdade], mas por que eu aprendi uma verdadeira arte, uma arte marcial. Se a TANJON fosse uma escola de competição, acho que já tinha saído há tempos atrás. Mas não, a TANJON me fez crescer, me deu amigos, me desafiou e mostrou que eu podia enfrentá-los e vencê-los.
Agora eu cresci, subi degrau por degrau no longo caminho das faixas coloridas, no caminho da aprendizagem, aprendendo tudo que podia e colocando em prática e agora eu cheguei no que pode-se dizer "faculdade". Eu sempre cresci com meus companheiros de treino, e sempre os ajudei a crescer também, e quanto maior era minha faixa maior minha responsabilidade de ajudá-los, principalmente na ultima faixa colorida, a vermelha listra preta, em que até puxei os treino para a galera, literalmente professor, ou diria JOKIO! XD
Agora na preta o lance é maior, a parada é mais cacete! Levar a galera adiante!
Sigo o lema da TANJON “TANJON – Criando guerreiros!” Por que eis aqui mais um guerreiro formado e pronto para a batalha.
Agradeço a cada um dos meus companheiros por sempre estarem ao meu lado, confiarem em mim mesmo em treino puxados sem experiência. Pelo respeito que temos entre nós e a dedicação de cada um pela nossa TANJON.
Agradeço também a todos os meus amigos e amigas que estão sempre comigo, nessa minha jornada da vida, melhorando mais e mais.
E agradeço em especial, ao melhor professor que tive até hoje. Paulo, obrigado por me mostrar esse caminho, por não deixar de acreditar naquele magrelo lesado, corcunda, e calado lá atrás no refeitório que tinha tudo pra sair com algumas semanas de treino e que hoje é formado na arte que você ensinou como uma filosofia de vida! Muito obrigado!
TAEKWON
