Frase do dia:

"Batatinha quando nasce
Jacaré não tem pescoço
Se você diz que me ama
Por que roubou meu patinete?
"

25 de jan. de 2008

Pesadelo - Parte 2


Bosque.

Seu coração batia aceleradamente, ele tinha quase certeza que o encontraria no bosque, mas este era exatamente o problema que o atormentava. Essa Quase certeza era o que, por mais que tentasse se concentrar em achar seu melhor amigo e que por mais que quisesse acreditar que ele estaria bem, o fazia em seu mais intimo pensamento esperar o pior, ou talvez, até mais.

Ako caminhava apressado, faltava pouco para o bosque, mas ainda parecia muito, parecia não ter mais tempo, era como se a esperança se esvaísse a cada passo, até que ele chegou no bosque. Sua dúvida agora era por onde começar, ele tinha que admitir que o Bosque não era um lugar pequeno, ele poderia levar horas, principalmente sozinho. Mas não era hora de desistir, ele continuou entrando até que encontrou um sapato feminino no chão, ao apanha-lo, logo percebeu que pertencia a sua irmã Karem. Aquele desleixada, provavelmente foi ela que saiu com o Folks, Por isso suas irmãs não estavam em casa, talvez até explique o por que de sua mãe não estar preocupada ao saber que Folks havia fugido. Mas, novamente, a quase certeza deixava-o inquieto. Resolveu continuar sua busca, agora pelo seu cachorro e pela suas irmãs, ela não era tão acostumada ao bosque quanto ele e tinha perdido um dos sapatos.

Ele caminhava e chama pelas irmãs e por Folks, mas nada respondia, além do som produzido pelo movimento das folhas ao mover do vento ou de seus passos solitários. Ele se perguntava se ela ainda estaria no bosque com Folks, e se ela estaria mesmo com Folks, mas sim, ela estava com Folks e estaria por ali, pensar no pior agora era de longe a última coisa em que pensar. Ele os acharia e iriam finalmente para casa.

Já se passara algum tempo desde o início de sua busca, agora mais cansado, chamava cada vez menos freqüentemente. Sabia de uma coisa, sua irmã teria uma lição ao chegar em casa, ah teria! Culpar e pensar em castigar a irmão fazia esquecer um pouco o cansaço e o faria continuar. Procurava cada vez mais sem esperança quando ouve uma voz que parecia familiar, mas que não durou muito tempo e que não conseguiu entender mais do que algo como "não deveria ter levantado hoje.." até que sentiu uma forte pancada na nuca e desmaiou.

Ainda tonto e com uma dor na cabeça, no lugar onde lembra ter levado a pancada, ele se levanta em um lugar desconhecido até então, que parecia uma caverna, ou gruta. Não conseguia enxergar direito, mas via uma fogueira e alguém sentado próximo ao fogo. Tentou falar mas ainda estava fraco demais para conseguir pronunciar alguma palavra audível ao homem a sua frente. Ele sentia dor, medo, fome, raiva, e mesmo assim ainda pensava em como e onde estariam suas irmãs e seu cachorro. Não sabia que horas poderiam ser, se sua mãe estaria preocupada, pensava em sair dali, e o porque de estar ali, quem seria aquele homem que o golpeara a pouco, ou talvez, que o tivera salvo, já que não estava preso de forma alguma mas sim, coberto com um lençol que quase não o cobria todo mas que servia um pouco contra o frio.

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TO BE CONTINUED...
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