
Fuga.
Não havia conseguido dormir durante toda a noite, haviam muitas coisas em sua cabeça, a pequena mudança de temperatura na caverna o fazia perceber que já era dia. Seu avó ainda dormia e parecia muito exausto, agora com a caverna mais clara ele podia ver que o Gondor estava ferido, havia um corte em seu braço esquerdo e arranhões por seu rosto e pescoço.
Seu avô o pergunta se já está pronto, hoje seria um dia longo. Ako não sabia que seu avô já estava acordado, e que só estava deitado, esperando seu neto acordar. a fogueira já havia sido apagada e enterrada e o lixo de ontem já não estava mais lá. Ako respirou fundo e levantou. Ele e seu avô saíam da caverna como homens que caminham para a forca, curiosos com o seu destino e ao mesmo tempo temerosos pelo pior.
O bosque era fechado do lado de fora da caverna, as Gondor sabia perfeitamente o caminho, como se já tivesse vindo muito ai antes. Ako queria saber para onde iam, estavam entrando cada vez mais bosque a dentro, Gondor estava indo para um lugar seguro tentar resolver o que estava acontecendo. Eles escutam gritos de pessoas chamando por Gondor. Era hora de correr! Ako nunca viu seu avô tão ágil assim, ele corria quase que como um jovem de 20 anos e se esquivava das árvores em seu caminho como se andasse em linha reta, impressionante para a idade que tinha, Impressionante até de mais. As vozes não pareciam se distanciar nenhum pouco, pelo contrário, elas se aproximavam cada vez mais. Gondor falava para Ako correr mais, já estavam bem perto e lá estariam a salvo. Mas suas palavras foram quase que inúteis quando Ako olhou para trás quando tivera a sensação de ter alguém imediatamente atrás de si, ao voltar sua atenção para frente seu avô havia desaparecido. Não parou de correr, deveria encontrar seu avô mais a frente, queria com todas as forças acreditar que o lugar que procuravam estria logo a frente e odiava a idéia de estar só perdido ali no bosque, sendo perseguido e sem ter pra onde ir.
Sim, um sorriso enorme veio a sua face ao ver uma cabana bem a sua frente. Só podia ser o lugar que procurava com o seu avó, que certamente estaria lá dentro o esperando. Ele entrou as presas e ofegante, sendo recepcionado por uma voz alegre que parecia feliz por o ver ali. Devia ser um amigo de seu avô, pois ele não o conhecia. Era um homem não muito velho de estatura mediana que se apresentara como David, amigo de Gondor. Foi quando perguntou o por que de Ako ter chegado a só, onde estaria seu avô. A esperança parecia de esvair do rosto de Ako como se o mundo tivesse acabado de ruir. Ele deveria estar ali. David estava preparado para isso, ele sabia que Gondor tinha poucas chances de chegar, ele faria qualquer coisa para que Ako não fosse pego, Ako deveria se salvar acima de qualquer coisa. David abriu uma entrada oculta no canto da sala que levava para o subterrâneo, eles deveriam seguir por ali até o ponto de encontro do grupo mas antes que ele pudesse entrara porta e janelas foram arrombadas e pessoas entraram na casa prendendo David e Ako, deixando-os imóveis e sem nenhuma reação. David gritava desesperado afirmando sua falha ao proteger Ako, que estava agoniado e sem saber o que estava acontecendo ou o que viria pela frente, até que desmaiou.
Amanhecer.
Tudo parece normal na casa ao amanhecer. Ako levanta-se confuso. Ele estava em seu quarto, acordava como se tivesse passado pela melhor noite de sua vida, tinha dormido muito bem. Sentia o cheiro forte de café vindo da cozinha, sua mãe com certeza estava preparando o café mais delicioso que existia no mundo. Sua irmãs como sempre corriam pela casa pulando e gritando. Ao chegar na cozinha, sua mãe estava colocando a mesa para ele e perguntando como tinha sido sua noite, seu avô o desejava bom dia e ele sentava-se a mesa para comer. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Há dois dias ele estava em fuga e agora tudo parecia normal, mas apesar de tudo ele se sentia bem, que bom que tudo era fruto de sua imaginação. Então era hora de sair pra andar, ir no lago talvez, passear com Folks, seria bom pra esquecer suas loucuras. Mas Folks não estava lá, Havia fugido de novo? Resolveu falar com sua mãe, ela falou que Folks tinha sido levado por Karen e Lila para passear, afinal, o cachorro era delas também. Ako se tranqüilizou e resolveu seguir para o lago sozinho mesmo, até lembrar que antes do café sua irmãs estavam correndo dentro de casa, como poderiam ter saído com Folks? Resolveu voltar até em casa, dessa vez escondido e investigar o que estava acontecendo. De longe ele avista suas irmãs dentro de casa e nada de Folks. Ako lembrou do sapato de sua irmã que tinha encontrado no bosque quando procurava por Folks da última vez. O sapato estava em sua bolsa...
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TO BE CONTINUED...
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Frase do dia:
"Batatinha quando nasce
Jacaré não tem pescoço
Se você diz que me ama
Por que roubou meu patinete?"
Jacaré não tem pescoço
Se você diz que me ama
Por que roubou meu patinete?"
25 de jan. de 2008
Pesadelo - Parte 4
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