
Verdades.
Tudo estava frio e silencioso, só se ouvia o balançar das folhas lentamente no bosque. Podia se sentir sua pulsação forte em seu peito, seus pensamentos estavam confusos e o medo e insegurança o corrompiam. Mas ele não tinha mais nada, sua casa, seu cão, sua mãe, suas irmãs, seu avô, seu pai, sua vida. Tomaram tudo, ou ele resolvia isso, ou só restava esperar pela morte. Ele partiu em busca da cabana que seu avô o tinha levado, passos rápidos e inseguros, não tinha certeza de onde era ou se acharia, mas tinha que achar, era sua única esperança, sua única razão de continuar. Caminhando por entre as árvores eis que percebe pegadas no chão, só podiam ser suas e de seu avô, ao menos, era em que queria acreditar. Um sorriso surgiu em sua face de orelha a orelha, seu corpo parecia se revigorar, o medo parecia se esvair, e sua insegurança passara. Um surto de felicidade que parecia tê-lo deixado pronto para tudo, ele seguiu as pegadas e esperava chegar logo a cabana.
Já estava anoitecendo, dessa vez ele caminhava mais devagar, antes eles estavam correndo de perseguidores, agora, tinha que seguir as pegadas. Não podia ficar no bosque a noite, não tinha com o que acampar, nem ao menos como fazer uma fogueira, precisava ser mais rápido. Ele tentava acompanhar as pegadas e desviar dos arbustos quando alguém o prende pelas costas manda que se identificasse. Ele estava agora imobilizado e resolveu se apresentar. Ao pronunciar seu nome, notou uma extrema surpresa em seu agressor, que o soltou e perguntou se era mesmo verdade que ele estava falando com Ako, tinha uma expressão de ânimo e felicidade, abraçou Ako e disse que era amigo de Pétrius, seu pai, que estavam cientes de que Ako estava preso em sua própria casa e que tentavam mantê-lo inconsciente de sua situação mas estavam planejando uma maneira de tirá-lo de lá. Perguntou como ele havia percebido que não estava com sua real família e como havia fugido, ao que Ako respondeu prontamente a caminho da cabana.
Logo já estavam na cabana, chegaram logo ao anoitecer. A cabana era apenas um disfarce, o verdadeiro esconderijo era abaixo dela, no sub-solo, onde estavam várias pessoas, incluindo uma especial que Ako não esperava encontrar, seu pai, Pétrius. Ako precisava saber de tudo agora. Seu pai havia saído de casa por causa de Gondor, ele era o real líder de gangue que os perseguia, sua mãe havia morrido no parto de Ako, e seu pai tomou conta dele até que Gondor o levou, a Lílian que ele conhecia, na verdade era uma de suas subordinadas, assim como suas irmãs, mas na verdade, Ako é filho único. De Folks não sabiam de nada, mas sabiam que Ako já estava pronto para agir e dessa vez eles fariam de tudo para selar o mal.
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TO BE CONTINUED...
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Frase do dia:
"Batatinha quando nasce
Jacaré não tem pescoço
Se você diz que me ama
Por que roubou meu patinete?"
Jacaré não tem pescoço
Se você diz que me ama
Por que roubou meu patinete?"
25 de jan. de 2008
Pesadelo - Parte 7
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