Frase do dia:

"Batatinha quando nasce
Jacaré não tem pescoço
Se você diz que me ama
Por que roubou meu patinete?
"

25 de jan. de 2008

Pesadelo - Parte 8 [Final]



O selo.


Ako agora tinha seu pai. Havia perdido tudo que antes possuía, mas havia ganhado o que nunca teve, a parte real de sua família que tinha perdido a muito tempo. Essa certamente seria sua melhor noite depois de tudo o que vinha acontecendo esses dias, ele estava feliz, e em lugar seguro, além de não ter que dormir após alguma pancada. A única coisa que faltava era o selamento, mas ele não pensaria nisso agora, haviam coisas melhores a pensar.

Ako preparava-se para dormir quando seu pai interveio falando que ele não dormiria essa noite, ele fariam o selamento agora, sob o brilho da lua minguante. Pétrius, Ako e o restante das pessoas que estavam no esconderijo se dirigiram a um local aberto entre o bosque, onde fariam o sacrifício de sangue. Ako estava com medo, mas seu pai o confortava falando que ele não morreria, só perderia muito sangue, mas que se recuperaria. Pétrius faz pequenos furos em pontos marcados no corpo de Ako, que começa a sangrar e derramar sangue sobre escrituras antes desenhadas no chão. Ako começa a sentir-se fraco, cada vez com mais frio, e sentia menos pulsação a cada instante, mas ainda estava consciente. Todos sabiam que não seria tão fácil, logicamente Gondor já estaria ciente da fuga de seu neto e a gangue já devia estar a caminho e eles estavam preparados para isso.

Ako nunca pensou que isso pudesse acontecer, toda sua vida foi simples e pacata, ajudar sua mãe em casa, cuidar de suas irmãs, passar o dia conversando com seu avô, sair com amigos, e de repente tudo se vira de ponta cabeça, seu cachorro some, seu avô é líder de uma gangue que quer seu mal e que agora o caçava, sua mãe e irmãs não são se quer, parentes dele, seu pai que ele pensava ter fugido agora era seu único amigo e companheiro, ele mesmo de um jovem normal passa a ser o portador do sangue que selaria o mal, mas além de tudo isso ele estava sangrando e sentindo como se estivesse morrendo lentamente, seu sangue escorria por seu corpo, ele já não se aguentava em pé e estava de joelhos, não conseguia enxergar ou escutar com precisão, mas sabia que estava havendo uma batalha ao seu redor, a gangue de Gondor cercara o grupo de seu pai e Gondor não queria ais nada agora além de matar Ako. Mesmo com o sangue, Ako teria que estar vivo para concretizar o selamento.

Gondor consegue se aproximar de Ako, que mal sentia o próprio corpo, ele via seu avô meio embasado, assim como tudo a sua volta e quando Gondor estava prestes a cravar uma adaga em Ako é atingido por uma faca em suas costas, atirada por Pétrius, que não permitiria que Gondor tocasse em Ako. Mas ao que Gondor sofreu a facada, caiu por cima de Ako com a faca na mão apontada para seu neto, que o perfurou dois dedos abaixo do ombro esquerdo. Mesmo quase sem os sentidos, Ako sentiu aquela facada mais do que as outras dores que sentia no momento, essa dor o fazia acreditar que não viveria mais. Seu pai correu em sua direção, faria de tudo para salvá-lo, O sangue derramado já era demais, o selamento só precisaria ser pronunciado por Ako. Pétrius pronunciou as palavras que Ako deveria falar.

"Com o sangue herdado por gerações, lacro o demônio para que nunca retorne nem que seja permitido a ele nenhuma ação."

Infelizmente, essas foram as últimas palavras de Pétrius, que caiu apunhalado pelo último gesto de fúria e ação de Gondor.

Renascer.

Aquela manhã estava fria e tudo parece tranqüilo na casa ao amanhecer. Ele não escutava suas irmãs correndo em casa, não sentia o cheiro de café vindo da cozinha, na verdade não havia ninguém em casa além dele. Ako correu até o quintal, Folks, seu cachorro não estava lá. Só podia sentir algumas dores no corpo, pontos em que ele achou cicatrizes que não lembrava tê-las antes...

Um comentário:

Anônimo disse...

PRimeiro comentário! Uhuuu

heheheh

Parabéns pelo blog e pela história do Pesadelo... ficou realmente muito interessante e cheia de suspense...

Valeu!